PROGRAMAÇÃO

CHIARA CIVELLO - 14 DE MAI

14 de maio, às 21h 

A partir de R$ 50

Classificação: 12 anos 

O Pop Italiano elegante as influências brasileiras, umas "covers" de cinema Italiano e arranjos eletrônicos. Tudo isso e muito mais é o novo álbum da Chiara Civello que o público carioca poderá conferir no dia 14 de maio, às 21h, no Theatro Net Rio, em Copacabana.

"O Eclipse é uma sombra no sol, ou um sol na sombra, uma mancha escura que tem o sabor do vazio e margens de fogo. É o fim de algo, o começo de algo. A vida tem vários eclipses, vários vazios e com o tempo eu aprendi a deixá-los ressonar e fazê-los dançar", define Chiara.

Os elementos fundamentais da música da Chiara adquirem um sabor novo graças à produção iluminada de Marc Collin (a.k.a Nouvelle Vague), que encontrou um perfeito equilíbrio entre atmosferas clássicas e sonoridades modernas.

"Conheci o Marc quando fui pra Paris abrir o show do Goil e Cetano, no verão de 2015 e foi amor à primeira vista. Depois de ter escutado minhas novas músicas, Marc me propôs uma releitura muito especial, que pôde preservar as minhas caraterísticas, mas que as misturavam a sonoridades muito especiais. Eu não esperei ele falar duas vezes e me mudei pra Paris. Aluguei uma casa no Marais e nos jogamos juntos no mágico mundo feito de órgãos elétricos dos anos 70, passarinhos e som de vento, baterias eletrônicas e músicos geniais. Criamos o som de ECLIPSE", explica Chiara.

Para elaborar o novo repertório, Chiara se cercou do creme de la creme da canção italiana da atualidade: Francesco Bianconi (Baustelle) e Pippo Kaballà escreveram junto com ela a rarefeita New York City Boy; com Cristina Donà, Chiara fez a melancólica To Be Wild; o elegante chansonnier de Milão, Diego Mancino assinou Come Vanno Le Cose, excelente abertura, e a ballada Qualcuno Come Te. O talento do Dimartino se expressa magnificamente na valsa romântica Cuore In Tasca e com a eclética amiga Diana Tejera, Chiara se juntou novamente pra fazer a cativante La Giusta Distanza.

O Brasil, sempre presente na música da nossa Italioca, é mais abertamente comemorado nas únicas duas músicas que ela canta em português: Sambarilove, contagiante sambalanço e nova parceria com o Roubinho Jacobina, que também canta na faixa, e Um Dia que Chiara compôs com o talentosíssimo guitarrista carioca Pedro Sá.

A escolha das outras canções tem um sabor puramente cinematográfico: uma versão muito íntima, em voz e violão, de Amore Amore Amore, música do Piero Piccioni e Alberto Sordi. Quello Che Conta, interpretada pelo Luigi Tenco e escrita por Ennio Morricone e Luciano Salce para o filme La Cuccagna, é uma homenagem lindíssima ao cantor de Genova, comemorando 50 anos da sua dramática partida. Eclisse Twist , responsável pela inspiração do nome do álbum , é uma celebração  do cinema de Michelangelo Antonioni, que escreveu a música junto com o Giovanni Fusco para a mágica voz da Mina.

Muito inovadora é a versão de Parole Parole, grande sucesso na Itália na voz de Mina e na França, na voz de Dalida.

"Em cada disco eu busco uma primeira vez, um sonho, um desafio. Eclipse realizou meu desejo de fazer um álbum visual, pictórico, de canções cinemáticas, em película... Em uma perspectiva que pudesse permitir a quem as escuta de vivê-las e perceber a luz, as sombras, o chiaroscuro e a silhueta. Desse ponto de vista é fácil entender a minha escolha por interpretar canções do cinema Italiano. Antonioni, Piccioni, Sordi, Morricone, Salce, Tenco, e assim este meu ciclo se fecha e meus vazios ganharam uma cor, que o artista Matteo Basilè perfeitamente capturou na capa do disco", detalha Chiara.

É certo mencionar um outro acontecimento importante que deu à Chiara a certeza de estar na trajetória musical certa: "Uma tarde de domingo em Paris, enquanto passeava atravessando a Pont Sully, pensando cheia daquelas dúvidas típicas sobre a direção cinamérica do disco, meu olhos vagantes, como por um sinal divino se cruzaram com os da Claudia Cardinale, que placidamente cruzava a mesma ponte voltando pra sua casa. Eu a segui com o olhar, com o coração disparando no meu peito, logo corri atrás dela. Peguei minha coragem, cheguei até ela e juntando as únicas duas palavras que minha timidez com meu assombro me fizeram pronunciar, disse a ela: "Grazie Claudia".

Gravado entre Paris, New York, Rio de Janeiro e Bari, Eclipse conta com a presença de músicos excepcionais. Kevin Seddiki, Thibaut Barbillon e Pedro Sá nas guitarras, Cyrus Hordè nos teclados, Mauro Refosco nas percussões (David Byrne, Red Hot Chili Peppers), Gael Rakotondrabe no piano e wurlitzer (Anthony and the Johnsons), Laurent Vernerey no baixo, Regis Ceccarelli e Domenico Lancellotti na bateria, Alfonso Deidda na flauta, saxofone, órgão e piano, Alberto Continentino no baixo e Moog.

O projeto DIA DE MÚSICA é patrocinado pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, pelas empresas REDE D'OR e ONS Operador Nacional de Sistema Elétrico por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS.