PROGRAMAÇÃO

JOÃO CAVALCANTI E MARCELO CALDI - 20 DE SET

20 de setembro, às 21h 

A partir de: R$ 40

Classificação: 12 anos

João Cavalcanti sobe ao palco do Theatro Net Rio ao lado de Marcelo Caldi para lançar o novo trabalho “Garimpo”, no próximo dia 20 de setembro, às 21h.

Desnudar-se, tendo a voz acompanhada apenas por piano ou sanfona. Desprender-se dos rótulos. Alimentar-se dos mais diversos parceiros. Envolver-se com múltiplos temas. Preocupar-se com o acabamento. Essas são as etapas do processo pelo qual João Cavalcanti escolheu passar na construção de "Garimpo" (Som Livre / MP,B), produzido em duo com Marcelo Caldi, e que traz a participação do cantor português António Zambujo. Ouça aqui.  

 

"No hay artista consumado que no haya sido consumido”, decreta "Consumido", que abre o disco, letra toda em espanhol feita por João com o cantor e compositor uruguaio Jorge Drexler. A música fala do processo de construção da autoconfiança do artista. Há ecos da mesma reflexão em "Indivídua" (João Cavalcanti / Pedro Luís), que descreve a busca do autor pela palavra perfeita, sua musa idealizada. Em breve, a faixa ganha um clipe com a participação de Camila Pitanga e direção de Alexandre Nero. Outra musa que desfila no disco é o eu-lírico feminino de "O Nego e Eu" (João Cavalcanti), canção feita para Roberta Sá. “Roberta me pediu uma música e me soprou o assunto, começando a construir a personagem para mim. Uma das coisas que mais gosto de fazer é desenvolver um assunto proposto e criar uma forma - por menos formal que seja - para transformar esse assunto em canção”, diz João.

 

Com Joyce Moreno, João assina "Dia Lindo", toada que fala da passagem do tempo. E o tempo passa rápido: "Domingos" (João Cavalcanti / Zé Renato) foi escrita enquanto o mestre Dominguinhos, homenageado pela canção, ainda nos brindava por aqui com seu talento. O legado do sanfoneiro está impresso em "SerCidade", uma das duas parcerias de João e Marcelo Caldi presentes no álbum, xote que fala, de forma heterodoxa, do fluxo migratório da população nordestina para as metrópoles do Sudeste. A outra canção assinada pelo duo é "Bem Melhor", sobre amor e separação.

 

Foi para cantar com João a música "A Causa e o Pó" (João Cavalcanti / Lenine) que António Zambujo emprestou sua voz, gravada em Lisboa. Há, ainda, outros dois convidados: o percussionista cubano Inor Sotolongo criou a base rítmica de "Não Sós" (João Cavalcanti), uma homenagem não-convencional ao Rio de Janeiro temperada na salsa; e o cavaquinista paulista Fernando Del Papa balançou suas quatro cordas em "Serpentina" (Marcelo Caldi / Edu Krieger), única canção do disco que não foi composta por João. Radicados na França, ambos gravaram em Paris.

João compôs a faixa-título com Antonia Adnet, e com o pai dela, Mario Adnet, fez a "Valsa de Baque Virado", que já foi gravada pelo lendário grupo vocal MPB4. O disco ainda traz as parcerias inaugurais de João com Cláudio Jorge ("Pêndulo") e com Tiê e Plínio Profeta ("Na Varanda"). “Ao debruçar-se sobre letras tão distintas quanto ‘Pêndulo’, que é um tratado filosófico empírico sobre a gravidade em seus múltiplos sentidos, e ‘Na Varanda’, que é a descrição bem objetiva de uma pausa a dois, você pode não notar a interligação: para falar sobre a contradição física contida em ‘Pêndulo’ é preciso o tempo de observação contemplativa de ‘Na Varanda’. É tudo uma coisa só, sendo tudo diferente”, revela João.

“Garimpo” foi gravado e mixado de julho a agosto de 2017, no Rio de Janeiro, por Henrique Vilhena (Realejo Digital). A arte gráfica, desenvolvida por Diogo Montes, foi feita com fotos de Flora Pimentel. A masterização ficou a cargo de Carlos Freitas, da Classic Master, em São Paulo. O álbum é um lançamento da Som Livre em parceria com o selo MPB.

O projeto DIA DE MÚSICA é patrocinado pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, pelas empresas REDE D'OR e ONS Operador Nacional de Sistema Elétrico por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS.