PROGRAMAÇÃO

DIOGO NOGUEIRA - 24, 25 E 26 DE AGO

24, 25 e 26 de agosto. Sexta e sábado, às 21h e domingo, às 20h 

A partir de: R$ 60

Classificação: 12 anos 

Diogo Nogueira lança dias 24, 25 e 26 de agosto o seu primeiro projeto inteiramente autoral “Munduê”, no Theatro Net Rio, em Copacabana. As apresentações acontecem sábado às 21h e domingo às 20h.


Assim se passaram dez anos... E Diogo Nogueira deixou de ser uma promessa para se tornar um de nossos maiores sambistas. Honrou seu DNA, herdado de uma das figuras mais queridas e emblemáticas do samba, João Nogueira, e prosseguiu numa militância diferente. Se o pai era intelectual e ativista, criando até o Clube do Samba num momento de invasão de músicas gringas nas rádios (os anos 70), Diogo tem feito agora a sua parte. Levou adiante o bastão do gênero sempre buscando se integrar aos novos, sem abandonar a velha guarda ou ceder aos modismos puramente comerciais.


Inicialmente, promoveu alguns sucessos que conheceu no berço. A seguir, chamou a atenção de Chico Buarque, que lhe deu uma canção inédita (“Sou eu”), gravou um DVD de clássicos do samba numa viagem a Cuba, promoveu encontros de gerações em seu programa da TV Brasil (“Samba na Gamboa”), protagonizou um musical elogiado e emocionante sobre o centenário do samba (“Sambra”), fez uma tabelinha com o bandolinista Hamilton de Holanda que resultou no aclamado disco “Bossa negra”, no meio disso tudo conquistou dois prêmios Grammy, e agora chega ao final de sua primeira década de carreira comemorando de maneira inesperada: com um álbum inteiramente autoral, “Munduê”.


Mas isso não é nenhuma ‘forçação’ de barra. Para quem não sabe, Diogo já emplacou quatro sambas-enredo na sua escola, a Portela, em carnavais consecutivos, sempre consagrados com notas dez dos jurados. E já havia gravado algumas canções autorais desde o primeiro trabalho. Agora, porém, sentiu que era o momento de radicalizar e criar um álbum completo dedicado às suas próprias composições, quase todas, sambas. O clima é de antiestresse. Diogo encarna um padrão de novo homem no samba. Sem o machismo de antes, aquele que quer somar com a mulher amada e reconquistá-la, se for o caso, sem para isso achincalhá-la. E nessa linha positiva, quer também melhorar o país e o mundo com seu som, incluindo mensagens para energizar nosso espírito em tempos tão tenebrosos.