PROGRAMAÇÃO

O TOPO DA MONTANHA - ESTREIA 16 DE MAR

Sex e Sáb 21h e dom 19h

Plateia Central e Plateia Lateral: R$120,00 | Balcão: R$100,00 | Visão Parcial: R$50,00

Classificação: 12 anos

A peça O Topo da Montanha, com Lázaro Ramos e Taís Araújo continua sua carreira de sucesso, tendo já sido vista por cerca de 100 mil espectadores, além de ter recebido uma indicação ao Prêmio Shell, de melhor atriz, para Taís Araújo. Desde sua estreia em São Paulo, em outubro de 2015, o espetáculo percorreu 11 estados brasileiros e visitou 15 cidades, sempre com sessões esgotadas – desta vez a temporada será no Theatro Net Rio, entre 16 de março de 29 de abril de 2018.

A primeira incursão do espetáculo na capital fluminense foi em janeiro de 2017, ocasião em que esgotou todos os ingressos da temporada em 24 horas. Em janeiro de 2018 fez nova aparição no Teatro Imperator, no Méier, também com ingressos esgotados em poucos dias. O Topo da Montanha estreou em Londres, em 2009, ganhou versão na Broadway, em 2011 e, por aqui, há dois anos, tem carreira ascendente, sendo protagonizada e também produzida por Lázaro Ramos e Taís Araújo, com direção de Lázaro Ramos e codireção de Fernando Philbert.

 

A encenação que conquistou tantos espectadores relembra que, há quase cinquenta anos, no dia 4 de abril de 1968, o mundo se despedia de Martin Luther King Jr, o pastor protestante e ativista político que se tornou ícone por sua luta pelo amor ao próximo e pelo repúdio à segregação racial norte-americana. Vale lembrar que somente entre 1883 e 1959, cerca de cinco mil negros foram linchados nos estados do Sul do país – e é este o momento histórico que a jovem dramaturga Katori Hall desconstrói na ficção.

Topo da Montanha faz alusão ao último grande discurso de Martin Luther King  (I’ve Been to the Mountaintop). Em Memphis, na Igreja de Mason, no dia 3 de abril de 1968, Luther King acabara de realizar seu último sermão. É exatamente neste cenário, um dia antes de seu assassinato, cometido na sacada do Hotel Lorraine, do quarto 306 – e na sequência de suas derradeiras palavras públicas –, que Martin Luther King, interpretado por Lázaro Ramos, conhece Camae, encenada por Taís Araújo, a misteriosa e bela camareira em seu primeiro dia de trabalho no estabelecimento. Repleta de segredos, ela confronta o líder em clima de suspense e simultaneamente debochado. Deste modo, em perfeito jogo de provocações, faz o reverendo se lembrar que, como todos, é humano. Por meio do humor e da emoção, faz rir e pensar com retórica atual, seja para americanos ou brasileiros.

A escrita, diga-se, faz sentido mesmo quando comparada à situação política daqueles tempos. Para citar uma frase do espetáculo: “parem a guerra do Vietnã e comecem a lutar contra a pobreza” – vista sob a ótica do presente, ela ainda parece possível ser proferida e ressalta as características de um líder que “teve a força de amar aqueles que jamais puderam o amar de volta”. “Este texto me perseguiu como ator por dois anos, por meio de pessoas que diziam que tinha de fazê-lo no Brasil. E é contemporâneo porque é uma história também sobre enfrentar medos. Sobre os trilhos da coragem e do afeto”, resume Lázaro. “Tínhamos muito receio de que o texto fosse americano demais e não tocasse as pessoas. Mas o tempo e uma boa tradução nos convenceram que as questões do amor e da igualdade são relevantes e próximas a todos nós”, complementa Taís.

A boa tradução para o português a que se refere Taís é de Silvio José Albuquerque e Silva, responsável por dar vida a temas universais e ainda envolventes. “Hall revela um líder ao mesmo tempo radical e pragmático, profético e imprevidente, sonhador, sedutor, frágil e, sobretudo, humano”, resume Silvio.