PROGRAMAÇÃO

TAIS ALVARENGA - CORAÇÃO SÓ - 28 DE AGO

28 de agosto, às 21h

A partir de R$30,00

Classificação: 12 anos 

Tais Alvarenga sobe ao palco do Theatro Net Rio no próximo dia 28 de agosto, às 21h, para apresentar seu primeiro álbum “Coração Só”.

Em “Coração Só”, primeiro álbum da cantora, compositora e pianista carioca Taís Alvarenga, a narrativa é construída como um roteiro de filme de amor. Nada a ver com as comédias românticas das sessões da tarde. A narrativa sobe e desce na doideira das relações amorosas bem mais reais, com suas gangorras, suas montanhas e seus precipícios. Cheios de grandeza mas também de arestas e espinhos, dores e frustrações. A coerência dos fatos está garantida, já que a própria autora viveu pessoalmente todos eles. Ou quase todos. E não quis aliviar nas tintas ao transformá-los em lindas canções.

 

“O tempo do amor não é o tempo do mundo. Vivemos esse paralelo cruel, onde o tempo do mundo não para para esperar que a dor tenha tempo de se acomodar. Num mundo de pressas, o que é profundo fica com estigma de drama. Ter que tirar um amor do peito é ter que arrancar um pedaço de si mesmo”, diz a artista. “O objetivo desse álbum é trazer à tona as sensações mais extremas e até comuns - já que são tão humanas - desse abismo que é viver o amor e a frustração de seu fim prematuro.”

 

A maior parte das histórias de “Coração Só” já existe há bastante tempo. Algumas dessas músicas até já haviam sido gravadas. Mas só agora Taís encontrou os arranjos ideais para cada uma delas. Precisou encontrar um produtor que entendesse a estética que buscava, algo não muito comum nos álbuns brasileiros contemporâneos. As referências eram, entre outras, o grupo inglês Portishead, o americano Anderson Paak, os franceses Camille e Woodkid (Yoann Lemoine). Taís encontrou em Pupillo, da banda Nação Zumbi, o interlocutor ideal. Assina com ele, a quatro mãos, a produção do álbum.

 

Taís Alvarenga não nasceu em uma família de músicos. Mas passou boa parte da infância na igreja, o que fez com que sua musicalidade se desenvolvesse logo cedo. Aos 6 anos, já se acompanhava ao piano. Aos 7, fez sua estreia em público, na igreja. Começou a estudar o instrumento aos 8 e, um ano depois, escreveu a primeira canção. Os primeiros anos foram intensos. Fez uma pausa no comecinho da adolescência, quando deixou cantar em público, e se manteve reclusa até os 16 anos. Na volta, cantou e tocou em bandas e descobriu o teatro musical. Tinha 18 anos quando entrou para a trupe de Oswaldo Montenegro, integrando elencos de três peças. Ali, aprendeu também a lidar com produção e assistência de direção. Em 2007, ganhou uma bolsa para estudar na Berklee College of Music, em Boston, Estados Unidos. Tocou com artistas do mundo inteiro e percorreu o circuito de festivais daquele país. Até se formar em Trilha pra Filme. E voltar ao Brasil.